O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou em mais de 10 milhões o seu número de votos neste segundo turno em relação ao primeiro, passando de 53.879.538 eleitores para 64.170.618. O crescimento foi três vezes maior que o do seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que teve um incremento de apenas 3,6 milhões de eleitores. No primeiro turno, ele recebeu 56.104.503 votos e agora foram 59.790.152.
Com a vitória, Lula se tornou o primeiro presidente a ser eleito quatro vezes pelo voto direto no Brasil. Ele também ampliará um recorde que já pertence a ele: o de presidente mais velho a tomar posse na história do país. O petista terá 81 anos quando iniciar seu novo mandato, em 5 de janeiro de 2027. A marca anterior foi estabelecida em 2023, quando o petista retornou ao Palácio do Planalto aos 77 anos, após derrotar Jair Bolsonaro (PL).
A redução da abstenção e dos votos brancos e nulos marcou o segundo turno da eleição presidencial de 2026 e se tornou um dos fatores importantes para a vitória do petista. Com a apuração em 96,77% das urnas, o número de votos válidos chegava a 123,9 milhões, enquanto os brancos representavam 1,12% e os nulos, 2,12% do total. A abstenção foi de 19,19%. Os índices de abstenção do segundo turno também apresentavam queda em relação ao primeiro, quando mais de 33 milhões de eleitores deixaram de votar, o equivalente a 21,08% do eleitorado.
No primeiro turno, a abstenção havia atingido o maior percentual para essa etapa eleitoral desde 1998. Mais de 33 milhões de brasileiros não foram votar, em um cenário que alimentou discussões sobre o impacto da ausência dos eleitores no resultado da disputa. A queda do índice no segundo turno representava, assim, um sinal de maior mobilização do eleitorado na etapa decisiva da eleição.
O GLOBO
